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É assim que Freddie Mercury começa a “Bohemian Rhapsody”, mas também podia muito bem resumir o que vamos fazer aqui. Na verdade, não há provas de que Mercury não estivesse a falar de nós, quando escreveu a canção em 1975. E dificilmente haverá. Mas adiante.

É provável que tenhas sonhado em ser jogador de futebol. Infelizmente, não te podemos ajudar com isso. Ninguém pode, mesmo que aches que ainda tinhas hipótese, quando vês determinado jogador a jogar na selecção nacional (podes apontar um nome, nós é que não nos vamos comprometer). O que podemos é ajudar-te a ser um treinador. Sem a parte do salário, é certo, mas, para compensar, também sem as conferências de imprensa, os votos de confiança e as chicotadas psicológicas que se seguem sempre. O resto, se formos bem a ver, está lá tudo.

Os jogadores à tua disposição são reais. E escolhidos por ti. Não há nenhuma direcção a impor-te nomes. Nem empresários com cassetes de vídeo com complicações de craques que estão a partir tudo em campeonatos periféricos da América do Sul. 

És tu que escolhes. Só tu, é a tua equipa, a responsabilidade é só tua. E jogas contra os teus amigos. Que, tal como tu, fizeram as suas equipas. As equipas são virtuais, mas os jogadores são reais e ganhas, perdes e empatas com base exclusivamente em acontecimentos reais. Golos reais, assistências reais, defesas reais. Em suma, estatísticas reais.

Não, por acaso, até há. Vais ter desculpas quando perdes. Muitas. Vais ouvir desculpas quando ganhas. Muitas, também. E serão cada vez mais criativas. Se achas que sabes o que é criatividade, prepara-te para reavaliar tudo isso, quando ouvires as desculpas de quem perde por aqui. Da mesma maneira, vais renegar absolutamente a palavra sorte. Mesmo quando derrotares um amigo graças a um hat-trick no tempo de desconto. Mesmo que os golos tenham sido apontados por um jogador que, nos dez anos que já levava de carreira, contabilizava dois remates certeiros (um deles num particular). Mesmo que tenha sido o guarda-redes a marcar o hat-trick. Não, nunca é sorte. Sabias que aquele jogador podia marcar um hat-trick, porque ia jogar contra uma equipa que tem um central que tinha acabado de viver um processo de divórcio (e ainda amava a ex-mulher) e que tinha um histórico de se dar mal com avançados que apresentassem um pecúlio de 2 golos em 10 temporadas. Ou seja, informaste-te, estiveste atento, e tomaste decisões ponderadas e reveladoras da tua capacidade. Não foi sorte. No máximo, admitirás um dia que foi uma fezada, vá. Sorte? Não, isso não. Nunca.

Ou também foi sorte, quando o Enzo Bearzot levou o Paolo Rossi ao Mundial, em 82, mesmo depois de dois anos sem jogar? Quem sabe, sabe. Até podes usar esta, para os calar a todos.

É claro que o teu adversário, esse sim, vai ter sorte. Nem é sorte, é uma vaca descomunal. É incrível! Meteu a jogar um tipo que ainda na jornada anterior tinha rematado contra a sua própria cara e não é que marcou dois golos e fez duas assistências no campo da equipa mais lixada do campeonato?

No caso deles, é sorte, só pode. Às tantas, até foi o gato que passou em cima do teclado quando ele estava a fazer a equipa e escolheu aquele jogador. Até mete impressão.

Aqui, poderás então derrotar os teus amigos naquela área que todos gostamos de achar que somos especiais: o perceber de bola. Poucas coisas darão tanta satisfação. Poder gabar-se é uma arte perdida nos dias que correm. Aqui, isso nunca te faltará. E podes estar descansado que vais passar a viver o desporto-rei de forma diferente. Todo o jogo, não apenas a tua equipa, quando até anda a ganhar menos à rasca e jogar benzinho. A paixão pelo jogo estará de volta. Vais dar por ti a acompanhar um jogo entre equipas que nem sabias que existiam até há pouco tempo.

Porquê? Porque o teu lateral-esquerdo joga numa dessas equipas. E é ele que marca os cantos e os livres-laterais. A tua família e amigos poderão achar que estarás a ficar maluco, mas, descansa, que é só até começarem a jogar também.Dizemos jogar, mas isto não é apenas um jogo. É mais do que um jogo, claro que é mais do que um jogo. Mas também não estamos à espera que percebam logo que é mais do que um jogo. Vão perceber isso, mas cada um à sua maneira e a seu tempo.

Afinal, isto é real ou apenas fantasia? Na verdade, e se for apenas uma dessas coisas, será sempre real. Uma “RealFevr”!

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